Novas instalações do Consulado de Portugal no Rio de Janeiro custam 2,5 milhões de euros



Jorge Horta
Terrenos do Palácio de S. Clemente terão um novo edifício.

Lisboa - A construção de novas instalações para o Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro já devia ter terminado, assim como o pagamento da obra. Mas "acontecimentos inesperados" levaram a um atraso nos trabalhos, o que obrigou o Governo português a reprogramar a despesa, que ascenderá a um total de 2,5 milhões de euros.
A portaria do Governo luso que em abril de 2015 veio autorizar a despesa da Secretaria-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros acaba de ser alterada através da portaria 47/2017, pois "as verbas previstas só parcialmente foram executadas, em 2015 e em 2016, sendo necessário diferir uma parcela desses encargos para o exercício orçamental de 2017".No novo diploma, o Governo português assume que "a repartição dos encargos orçamentais da empreitada se prolongará pelos primeiros quatro meses de 2017, atenta a prorrogação de prazo, entretanto pedida pelo adjudicatário e concedida pela entidade adjudicante".
Uma prorrogação que é resultado da "verificação de acontecimentos inesperados e, por isso, imprevisíveis que condicionaram fortemente o ritmo passível de ser imprimido à execução da obra". O Governo não esclarece na sua portaria de que acontecimentos se trata.
As obras da nova chancelaria do Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro foram visitadas em abril de 2016 pelo Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, no âmbito de uma visita que o governante fez ao Brasil, em que também passou por São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.
José Luís Carneiro foi na altura inteirar-se do avanço do projeto que prevê a implantação de um edifício no terreno do Palácio de S. Clemente, obra que deveria ficar concluída até ao final de 2016.

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