O caso ocorreu durante a gestão do prefeito Claudevane Moreira Leite. À época, em 2017, um trabalhador rural foi preso por atuar com empresário fantasma de uma empresa inexistene [Antonio Ferreira Neto – ME] (lembre aqui). Segundo o MP-BA, a licitação provocou um prejuízo ao erário de R$ 1,9 milhão.
Em decisão desta quarta-feira (19), a desembargadora Heloísa Graddi negou o recurso por entender que há indícios de improbidade administrativa [crime contra a administração pública] do então controlador junto com mais nove acusados, entre eles o ex-prefeito Claudevane Leite. O fato de a licitação passar sem apuração do controle interno já demonstraria os indícios, já que a controladoria tem como atribuição zelar para que o prefeito somente firme processos de contratação ou aquisição legalmente estabelecidos.
Na argumentação, Oton Souza Matos negou qualquer ato ilegal e disse que era responsável apenas por avaliar a formalidade do processo realizado, sem qualquer gerência sobre a licitação. Além do ex-prefeito Claudevane Leite, também são acusados no processo o ex-secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedur), Marco Antonio Matos Monteiro e o ex-chefe de gabinete da mesma secretaria, Emanoel dos Santos Alves Júnior.
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