Luê e Maya fazem o primeiro TOCA! 2022

Uma vem de Belém do Pará. A outra, do subúrbio ferroviário de Salvador. Em comum, a identidade marcante de suas origens e o desejo de reinventar modos de representá-las. Luê e Maya se encontram na primeira edição do TOCA! 2022, no dia 22 de julho (sexta-feira), às 20h, no Pátio do Goethe-Institut Salvador-Bahia, numa noite que promete colocar a plateia em ritmo suingado com notas do Norte e Nordeste do Brasil. O projeto, que objetiva a promoção da música autoral contemporânea brasileira, tem esta temporada realizada pela Dimenti Produções Culturais e Fundação Nacional de Artes (Funarte), através do Prêmio Funarte Festivais de Música 2021. Ingressos ficam disponíveis para compra em https://linktr.ee/tocasalvador. Com sua rabeca em mãos, Luê vai cantar as músicas dos seus dois discos – “A Fim de Onda” (2013) e “Ponto de Mira” (2017) – e algumas novidades que permanecem demonstrando a experimentação com a música popular proveniente de sua terra natal e a música pop mundial. “Estou numa fase mais madura de minha carreira e com isso quero trazer um repertório em que eu me divirta com músicas próprias, mas também revisitando outros artistas”, conta ela. “E dentro dessa proposta o palco é como uma extensão da casa da pessoa, como um show particular, descontraído e ao mesmo tempo com muita qualidade”, completa. Os singles “Virou o Zoinho (VICIEI)” e “Mais Gostoso Lento” marcam o início de uma nova e mais dançante fase com referências do dub, reggae, música latina e eletrônica, mas ainda com a presença de sons da região Norte que caracterizam o início de sua trajetória. Com formação clássica em violino, Luê integrou a Orquestra Sinfônica da Escola de Música da Universidade Federal do Pará, local em que aprofundou seus estudos como instrumentista, iniciados durante a infância. Paralelamente à formação erudita, a cantora sempre dialogou com a música de sua região, por influência familiar: ela é filha de Júnior Soares, um dos fundadores do Arraial do Pavulagem, grupo voltado para a pesquisa, produção e valorização da cultura popular do Pará. Não por acaso, foi na tradicional festa da Marujada de São Benedito, na cidade de Bragança, no nordeste paraense, que Luê teve o seu primeiro contato com a rabeca, instrumento que se tornou a marca registrada de suas apresentações. Todos os conteúdos, que somam mais de 25 mil visualizações, podem ser acessados em https://linktr.ee/tocasalvador.

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