


Na oportunidade, a ministra anunciou que pretende usar o modelo da Casa da Mulher Cearense para implantar unidades da Casa da Mulher Brasileira em cidades do interior do país. Ainda segundo Cida Gonçalves, no dia 31 deste mês será lançada nacionalmente a Marcha contra a Misoginia. “Precisamos pegar a raiz do problema, e o problema é o ódio. Que as relações afetivas não sejam de intolerância. A partir do dia 31, vamos estar marchando. No Brasil, também temos mais de 80 canais de vídeo, com mais de 8 milhões de pessoas pregando o ódio contra as mulheres. Para diminuir o ódio, vamos ter que falar e discutir as relações”. O secretário da SSPDS, Samuel Elânio, reforçou a importância estratégica dos novos equipamentos. “É uma estrutura de grande importância para combater a violência doméstica e o feminicídio. A ideia é, com essas instalações, reduzir cada vez mais os índices em todo o Estado em alguns locais que ainda não temos essa estrutura de combate ao feminicídio e à violência doméstica. Também foi assinado um acordo para o Tempo de Justiça, que vai dar maior celeridade não só às investigações, como também a todo o trâmite do processo judicial, para que a gente consiga cada vez mais ter redução dos índices de CVLI e, especificamente, relacionados ao feminicídio”, declarou o gestor.

Casa da Mulher Brasileira
As novas Casas da Mulher Brasileira (CMB) que serão construídas em Itapipoca, Limoeiro do Norte e São Benedito se somam à unidade situada em Fortaleza, que completou quatro anos de funcionamento em 2023. O Governo Federal investirá cerca de R$ 24 milhões na construção. Ninivia Campos, professora e representante do Movimento Unificado das Mulheres de Itapipoca, falou da luta histórica das mulheres da região. “[A Casa da Mulher Brasileira] é uma reivindicação das mulheres do município, que constroem já há seis anos uma marcha em Itapipoca. A gente coloca na rua em torno de 300 mulheres, de vários recortes, para que estejam contempladas nessa luta contra a violência, pela igualdade de oportunidade e também pela justiça. A mulher, quando luta e conquista, já quer outra coisa. Queremos a Patrulha Maria da Penha também. Equipamentos assim ajudam toda a região, sendo um polo de referência de combate à violência e apoio às mulheres”, comemorou. Para isso, a CMB atua com rede de proteção e atendimento humanizado às mulheres em situação de violência. A Casa oferece acolhimento e encaminhamento da denúncia de forma ágil e especializada. O equipamento abriga Delegacia de Defesa da Mulher, Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Ministério Público e Defensoria Pública, além de ofertar atendimento psicossocial. Além dos órgãos de atendimento, a Casa oferta cursos de capacitação profissional dentro da Promoção da Autonomia Econômica, alternativas de abrigamento temporário e espaço infantil para as crianças que estejam acompanhando as mães. O atendimento acontece 24 horas, todos os dias da semana.

Tempo de Justiça Mulher
O Tempo de Justiça Mulher pretende garantir mais agilidade na investigação e no julgamento dos processos dos crimes de feminicídios no Ceará. Com isso, todos os casos de feminicídios registrados no Ceará em 2023 serão acompanhados no Tempo de Justiça Mulher. Na ocasião, também foi criado o Comitê Interinstitucional do Tempo de Justiça Mulher. A iniciativa é uma extensão do programa Tempo de Justiça, uma ação de parceria entre o Governo do Ceará, por meio da Vice-Governadoria, Secretaria das Mulheres, SSPDS, Polícia Civil do Estado do Ceará (PC-CE), Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Poder Judiciário, Ministério Público e Defensoria Pública. Além do governador, da vice-governadora e do presidente do TJCE, também assinaram o protocolo de cooperação para criação do Comitê do Tempo de Justica Mulher o procurador-geral de Justiça, Manuel Pinheiro; a defensora pública geral do Estado, Elizabeth Chagas; e o titular da SSPDS, Samuel Elânio.
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