Expo Diversos traz obras de artistas que exaltam o conceito de Casa da Diversidade Brasileira
Uma experiência imersiva por obras que traduzem diferentes histórias, vivências e exaltam as diversidades de raça, etnia, crenças, idade, gênero e de pessoas com deficiência. Essa é a proposta da Expo Diversos, exposição itinerante que estreia na Unibes Cultural, em São Paulo, com o conceito multissensorial de Casa Diversa e um percurso de exploração que remete a um ambiente domiciliar acolhedor e acessível, o que deve ser a inclusão como complemento da diversidade. A mostra fica aberta ao público gratuitamente a partir de 10 de março. Inspirada no livro Diversos, de 2019, que traz fotografias e relatos de artistas que abordam diversidade em amplitude artística e cultural, a exposição homônima aborda empatia e acolhimento. Em uma perspectiva crítica e contemplativa, recebe pessoas de todas as idades com uma proposta educativa sobre as diferenças na coletividade traduzidas em obras de diferentes linguagens, como pinturas, fotografias, esculturas, bordados e instalações. Realizada pela CEC Brasil com patrocínio da Novelis e Ball Corporation – líder mundial em embalagens sustentáveis de alumínio –, via Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, a mostra tem curadoria de Bianca Bernardo e Vera Nunes e reúne 23 obras de 14 artistas de diferentes gerações, trajetórias e territórios, abraçando a diversidade regional e cultural do Brasil. Propondo um debate democrático, educativo e sensível sobre pluralidade, a exposição segue até julho, passando por São José dos Campos, Pindamonhangaba, Rio de Janeiro e Brasília, com o objetivo de impactar mais de 5 mil visitantes. As 23 obras da mostra se apresentam em diferentes linguagens, como pinturas, fotografias, esculturas, bordados e instalações, e estarão dispostas em um percurso multissensorial em um conceito expográfico de Casa Diversa. Concebido pela artista Rose Afefé, o projeto foi inspirado na premiada Terra Afefé, uma microcidade com construções em tamanho real e esculturas de parede, na Chapada Diamantina, na Bahia. “O conceito é uma casa acolhedora da diferença e da diversidade, com elementos domésticos para que o público possa se sentir em casa e a gente converse de forma afetiva sobre diferenças”, afirma Bianca. Trazendo à tona a valorização da cultura indígena, o questionamento do etarismo e a exaltação da sabedoria ancestral, a mostra busca, através do subjetivo, combater os preconceitos de raça, etnia e gênero, o machismo e lutar por uma sociedade mais justa e mais inclusiva. “Nós primamos pela escolha de artistas que tenham na sua vivência a diversidade na prática. Queremos que as pessoas saiam de lá com a experiência de ter conhecido a arte de diversas pessoas e pessoas diversas. Nosso objetivo é que consigamos aprender com o outro”, destaca Vera. A entrada é gratuita mediante inscrição pelo Sympla no site da Unibes Cultural.
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