Eles argumentam que a cobrança sistemática e reiterada de taxa abusivas de juros traz, dentre outras consequências, alterações substanciais que alcançam o próprio mercado de crédito e o Sistema Financeiro Nacional, perpetuando desigualdades sociais; tendência generalizada de elevação do custo do crédito; erosão da confiança no sistema de crédito que pode resultar em retiradas massivas de depósitos, diminuição da liquidez e, em casos extremos, corridas bancárias, colocando em risco a estabilidade do sistema financeiro como um todo; insistência na ilicitude e desprezo pelo Sistema de Justiça; e afetação negativa do índice de qualidade de vida da coletividade contribuindo para a elevação da pobreza e do superendividamento da população.
Assim, a Defensoria pleiteia que o banco seja condenado ao pagamento de indenização por dano social no valor sugerido de ao menos 10% do lucro líquido da instituição no período de agosto de 2021 a agosto de 2023, correspondente às amostras dos julgados analisados nesta ação, a ser revertido ao fundo especial previsto em lei, sendo seus recursos destinados à reconstituição dos bens lesados. Solicitam ainda que a Justiça determine à empresa a obrigação de divulgar que praticou danos sociais pela cobrança reiterada, contumaz e sucessiva de juros abusivos, além de orientações aos consumidores a respeito da importância de eles compararem as taxas de juros oferecidas entre as diferentes instituições financeiras.
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